Climatério e Menopausa: viver essa fase com informação, não com resignação
- Orlando Montefusco
- há 3 dias
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O que está acontecendo no seu corpo
O climatério é o período de transição entre a vida reprodutiva e a menopausa, e pode se estender por anos antes da última menstruação. Ondas de calor, sono fragmentado, alterações de humor, ressecamento vaginal, perda de densidade óssea, mudanças no metabolismo: nenhum desses sintomas é coisa da cabeça e nenhum precisa ser simplesmente tolerado.
O que mudou recentemente
Se você pesquisou sobre terapia hormonal há alguns anos, é provável que tenha encontrado o medo instalado depois do estudo Women's Health Initiative, do início dos anos 2000. A reavaliação desses dados na última década mudou o consenso científico: o risco depende de quando a terapia começa (a janela de oportunidade de iniciar dentro de 10 anos do início da menopausa), da via de administração (transdérmico tem perfil cardiovascular mais favorável que o oral) e da dose.
Em novembro de 2025 houve inclusive uma atualização regulatória relevante nos Estados Unidos, com revisão da bula da terapia hormonal menopausal, sinal de que o entendimento sobre segurança continua sendo refinado com base em evidência atualizada, e não no medo genérico que ficou institucionalizado nas últimas duas décadas.
Além do hormônio: o que também está na mesa
Saúde óssea, com terapia hormonal considerada primeira linha em mulheres mais jovens na pós-menopausa com risco elevado de fratura; opções não hormonais para quem não pode ou não quer fazer terapia hormonal; tratamento local muito eficaz para a síndrome geniturinária da menopausa, um dos sintomas mais subtratados porque a paciente raramente comenta espontaneamente; e ajuste de estratégia metabólica, já que a queda do estrogênio muda a forma como o corpo distribui gordura e processa glicose.
Nossa proposta na Clínica Montefusco
Depois de décadas acompanhando mulheres nessa fase, ficou claro para mim que a maior parte do sofrimento evitável no climatério vem da falta de informação atualizada chegando até a paciente. Aqui, a conversa começa pelos seus sintomas, sua história e suas prioridades, não por um protocolo pronto. E a decisão final é sempre sua, com a informação mais atual disponível na mesa.



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